Claudio Ferreira fala de ética e da possibilidade de uma auto-regulação por quem faz a web.
A web é a terra das liberdades, a "Land of free" como diriam os norte-americanos em sua ode (quer dizer, hino) à bitolação. Concordo e sou plenamente favorável a não existirem controles, dogmas e imposições, em tese, na internet. Mas que tal pensar um pouco sobre algumas coisas que norteiam a convivência das pessoas.
Não, não estou falando de religião, família ou propriedade. Afinal, sou agnóstico, tenho filhos em casamentos sem papel e nenhuma propriedade. Estou falando de ética mesmo e da possibilidade de uma auto-regulação por quem faz a web.
Não vamos falar do tema recorrente de roubo de conteúdo, o famoso "copy e paste" sem creditar o autor do texto ou mesmo do plágio eletrônico, que se tornou comum, porém de fácil investigação e solução. Quero falar da ética de confundir conteúdo com publicidade, jabá com opinião, informação independente com discurso pronto etc.
Primeiro, as pessoas lêem e criam os blogs porque se cansaram dos meios de comunicação tradicionais, querem ver conteúdo inteligente, inovador, interessante e idéias – por mais brilhantes e estapafúrdias que elas até possam ser – próximas daquilo que elas pensam. O papel básico dos blogs é bem claro, mesmo que muitos deles tenham sido cooptados em larga escala pela mídia tradicional ou seu modelo seja utilizado por e para qualquer coisa.
Esse movimento desembocou na criação ou existência do Problogger, o profissional que ganha dinheiro com seu blog. Nada contra a "figura" ou a profissionalização do meio, muito pelo contrário, porém existem alguns procedimentos que me causam espanto. Principalmente quando a opinião pessoal se confunde com releases de produtos, ou seja, com uma visão oficial.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
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